segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Maior, menor, igual.


Uma sombra que se furta à presença da luz cumpre, a sós, o papel que lhe cabe nos teatros do devir. Sua missão é menor se comparada à sua prepotência...

Um luzir de incertezas que agiganta a dúvida maior do homem, sucumbe, em paz, diante do inesperado. Sua dor é maior se comparada à sua inutilidade...

Um temor inconsciente que se esconde no vazio das almas enfraquecidas descobre, assustado, que o Espírito é sustentáculo do Existir. Sua decepção é menor se comparada à sua instabilidade...

Tarefa para depois de todas as dores: recomeçar.

(Escrito em 02 de Junho de 2012 e largado por aí...)

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