quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Pressão.

Gente comum, soberanos, déspotas e mendigos.

Todos sob pressão constante, preocupante. Uns decidem pelo mundo. Outros se arrastam por ele. A maioria observa e se mantém longe das agonias alheias. Nenhum isento de responsabilidades...

Não há explicação que sustente por tantos séculos uma insaciável sede. De domínio pelo domínio. Fracos e fortes convivem desde priscas eras, nem sempre com justos resultados. Embates que se repetem à exaustão, nas furnas e nos palácios. Mortos e renascidos, esquecidos e venerados, os espíritos de sempre às escuras, tateando na inconseqüência.

Do fogo às guerras, da pólvora a Hiroxima, de Heráclito a Hitler... Uma linha definida como tempo saboreia suas glórias e ressurge sem aviso, sorvendo gotas de progresso aqui e acolá.

Da Velha Senhora, cujos braços embalaram as mais belas expressões do conhecimento e da organização política, pouco se espera nos dias que (es)correm. Suas células parecem flexíveis em demasia... Insensível, vê suas realizações com pesar, prevendo a derrocada.

E, longe dali, um de seus rebentos se agiganta. Verde por natureza, abundante e feliz como pode. Espoliado, sacrificado e abençoado, resiste acima da covardia dos que deveriam defendê-lo. De filhos fortes, tanto quanto inocentes, prepara-se para assumir sua grata missão.

Abriga gente comum, soberanos, déspotas e mendigos. Generais e poetas. Heróis e fúteis. A pressão é igual para todos. Sobreviver é ponto de honra. Mostrar o motivo é lição para o mundo.

Tarefa para sempre: honre sua pátria.

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